quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

PHB 2: Quase um preview - As Classes

Olá olá jogadores de RPG!

Hoje estamos a exatos 27 dias do grande lançamento do Players Handbook 2, ou PHB2 para os íntimos. Com certeza este novo livro dará uma nova dimensão e uma infinidade de opções para os jogodores e mestre de DnD.

Como já é fato conhecido o livro será focado nas classes que utilizam a nova fonte de poder, o "Power Source Primal", além de trazer adições às classes Divinas e Arcanas. Hoje pretendo comentar um pouco sobre o que esperar das novas classes.

Avenger - Divine - Striker: Inicialmente era um classe que eu não punha muita fé....mas "fé" esse porrador tem de sobra! Com os previews e com as informações extraídas dos jogos realizados na New York Comic Con e no DnD Experience, o Avenger tem se mostrado uma classe bastante interessante. Apesar de pouca armadura (apenas Cloth) ele não fica desprotegido pois tem uma espécie de escudo divino que dá um upgrade no AC. Além disto é uma classe própria para usar armas de duas mãos. Será um classe bem interessante de se intrerpretar, atuando como um misto de fanático religioso e avatar divino.

Barbarian - Striker - Primal - Classe que foi incorporada ao "panteão" básico no DnD 3.x mas ficou de fora do PHB 1 da 4e. Foi a primeira classe do PHB2 que teve seus detalhes revelados, pois fez parte de um longo e extensivo playtest da WotC. O diferencial desta classe são suas "Rages", funcionando como uma espécie de "stance" de combate e garantindo algum bonus até ser "desligada", estas "Rages" também podem ser trocadas por um super golpe que tira vários [W] de dano. Esperem por danos massivos em suas mesas!

Bard - Arcane - Leader: Uma das duas classes básicas do AD&D que foi omitida do PHB (junto com o Druid), o "Menestrel" faz sua gloriosa aparição na 4e. Até o momento as classes de líder são as que têm se mostrado com mecânicas as mais originais e distintas entre si, e não é diferente com o Bardo. O que podemos destacar dos previews é que ele poderá usar instrumentos musicais como implementos, terá vários poderes para dar buff/debuff no campo de combate, além de alguns poderes de cura, inclusive um canção para melhorar o healing surge da party durante os descasos curtos. Outro destaque interessante do bardo é que ele terá uma mecânica diferenciada para fazer multiclassing, será que teremos um canditado a combador-mor? Só o tempo dirá!

Druid - Primal - Controller: Sem dúvida uma das classes mais "overpower" da 3.x, que precisou ser "quebrada" entre 3 classes (Druid, Shaman e Warden) para não desequilibrar na 4e. O Druid perdeu parte de sua versatilidade mas manteve sua principal mecânica, o "shapeshifting", que pode ser realizado gastando apenas uma "minor action". Creio que podemos esperar magias focadas no clima e na natureza, tais como relâmpagos, tufões, "entagles" e similares.

Invoker - Divine - Controller: Mais uma classe que faz o seu "debut" no mundo de DnD. O que se sabe é que o invocador terá alguma mecânica de conjuração, entretanto pouco detalhes foram divulgados. Espera-se que ele também tenha alguns danos "radiant" em área para que esta classe se torne o terror para os mortos-vivos!

Shaman - Primal - Leader: Lembro-me do shaman ter sido lançado num livretinho capenga de AD&D que um amigo trouxe do EUA, não tenho certeza que ele tenha sido publicado em outros livros posteriormente. Atuando como líder sabemos que ele terá que cumprir o papel de band aid do grupo, mas além disto, o Shaman, ou Xamã, poderá conjurar espíritos companhareios para auxiliá-lo no campo de batalha.

Sorcerer - Arcane - Striker: O "primo pobre" do wizard está de volta, só que ao contrário da 3.x, o Feiticeiro promente ser uma classe bem diferente e mais interessante. O destaque é que o sorcerer utilizará um poder arcano mais cru, vindo de alguma herança sanguinea. É provavel que tenha alguns poderes de closse burst com dano alto para representar um certo descontrole sobre os poderes.

Warden - Primal - Defender: O único defender do PHB2 é também um classe nova. A primeira coisa que chama atenção no Warden é o seu alto HP, já começa com 17+CON e aliado a uma feature que permite que some-se o bonus de CON no AC, podemos esperar personagens duros na queda. Possui uma mecânica para marcar os inimigos que funciona melhor com armas de reach, o que acaba por prejudicar um pouco seu AC, mas nem por isso enfraquece o personagem.


E ai, qual a classe que parece ser mais interessante? Não se esqueçam de votar na enquete ai do lado -->


Continuem rolando os dados!

NC.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Escolhendo o grupo certo

Caros viciados em DnD e RPG's de um forma geral,



O post anterior (sobre traduções e livros em portugues e ingles) deu uma certa polêmica, e me fez pensar sobre "quais são as possiveis variaveis em uma mesa de RPG que podem fazer o seu jogo ir para o buraco?". Creio que infelizmente muitos de nós já passaram por essa experiência, então vamos dar uma olha neste fatores que podem gerar incompatibilidade entre "mestresXjogodores" e entre "jogadoresXjogadores".


Português X Inglês
Esse tema foi abordado alguns "clicks abaixo". Talvez seja um dos principais conflitos que exitam entre a Geração Xerox (quem começou a jogar nos anos 80, ainda sem versão dos livros em portugues) e a Geração Pátria Amada (aqueles que começaram a jogar nos anos 90 com a massifição do RPG e com o lançamento de vários produtos em portugues). Considero que o grupo precisa falar uma mesma lingua, ou se fala "will" ou se fala "força de vontade", por mais que se tratem da mesma coisa, é importante que a linguagem seja a mesma

Role Playing X Roll Playing
Existem grupos só querem saber de pancadaria, de forma que rolar um dado e tirar um 20 é o máximo que se pode fazer durante aquelas 4 horas sentadas numa mesa. Outros grupos adoram socializar com os NPC's e nem muito se importam com os status do personagem, desde que ele tenha uma história interessante. Muito se diz sobre o 4e, e diz que o DnD "saiu do armário" e retornou às origens de ser uma espécie de wargame. Isto é bom? Sim para quem adora um "Roll Playing"!

DnD X Gurps X Story Telling X Tantos outros....
No começo de tudo havia apenas o DnD....mas com o passar dos anos sugiram outros clones, alterações e evoulções. Sempre existem os seguidores fieis dos sistemas e isso gera uma rixa (nem sempre) saudável. Já joguei muito RPG...ADnD, DnD 3.x, DnD 4e, Vampire, Werewolf, Tagmar, Marvel Superheroes, Castle Falkenstein, WWII Homebrew ....dentre outros....entretanto nunca rollei um dado em GURPS, pode ser preconceito, rixa, ou o que seja, a verdade é que eu, com certeza dificilmente funcionaria em uma mesa de GURPS. Neste ponto o mestre é o dono da decisão, ele vai mestrar o sistema que achar mais interessante e conveniente para a história, entretanto se é um sistema que o jogador não gosta ou tem aversão é melhor nem sentar na mesa para rolar os dados, pois um jogador infeliz pode acabar com toda a mesa.

Open Roll X Screen Roll
Pode parecer bobagem, mas o simples fato de "onde" o DM rola os seus dados pode dizer muito sobre uma mesa de RPG. O normal é o DM usar o "Screen Roll", ou seja os dados são rolados atrás do screen/escudo e os PC's são apenas informados do que aconteceu, é o mais comumente usado, na prática o DM nem precisaria rolar dado algum, apenas direcionaria a história de forma que achasse melhor, "roubando" nas roladas de dado. Já o "open roll", onde o DM rola os dados na frente do grupo é um método mais justo, entretanto arriscado, poiso DM não pode roubar, nem para os monstros, nem para os PC's....então aquela ajudazinha divina, acaba deixando de existir.

Medieval X Moderno X Futuro
Esse quesito é muito atrelado ao sistema, mas enquanto o sistema define o bloco de regras a serem utilizados, pensar na ambientação e sua localização espaço-temporal é também um fator crítico para que um grupo tenha sintonia com o DM e a mesa tenha sucesso em trazer diverssão a todos.

Estória X Realismo
O DM deve sempre também definir até que ponto o realismo deve afetar na estória (com E pois se trata do enredo, não dos fatos históricos). Já ouvir falar de mesas que afundaram porque o bárbaro (burro com o figurino manda) resolveu misturar enxofre com cocô de morcedo e mais alguams coisa para criar uma pólvora casaeira e explodir alguma coisa. Até que ponto o conhecimento fora do jogo dos jogadores pode afetar no andamento do jogo...eu mesmo já utilizei um barco virado para baixo como uma especie de submarino medieval....

IC X OOC
IC significa "in character" e o OOC (out of character). Isto quer dizer até que ponto os jogadores podem conversar entre si, e cometar sobre o jogo, sem que se seus personagens conversem entre si. Por exemplo: Deve-se permitir que se diga na mesa "Ô José, manda o seu ladrão vir para este quadrado aqui, porque assim no round seguinde nos podemos flanquer este cara". Eu particularmente acho que isso atrapalha a fluidez do jogo, entretanto eu permitira que o mesmo jogador dissesse: "Merkil Mão-Leve, ajude-me a enfrentar este oponente!". A diferença é que ao fazer isto o oponente sabendo que o ladrão poderia o flanquear poderia tomar uma ação defensiva e quebrar a estratégia.


Bom pessoal, por hora é só.

Esquei de algum fator? Já ocorreram conflitos nas suas mesas sobre estes temas? Qual é a melhor combição para vocês? - Postem e Comentem!

NC.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Traduções: Dois lados de um mesmo quarter dollar

Pessoal,

O comentário do Phytonesco no post anteriror me fez lembrar de dois podcasts que escutei recentemente:

O vozes do terceira terra (do Marcelo, Netão e Rodolfo)
http://vozes.mypodcast.com/2009/02/Sesso_16_Tradues-182206.html

e o D3 System (do Douglas da Devir)
http://d3system.com.br/d3cast04/

Ambos podcasts comentam de um tema sempre polêmico entre os jogadores de RPG: Devemos usar o material nacional ou o importado?

Infelizmente, apesar de essencialmente terem o mesmo conteúdo, livros em portugês e em inglês são igual água e óleo, não se misturam, nem por um ca$*%#@#. É comum que cada grupo defina o seu padrão (inglês ou português) de jogo, e inclusive jogadores que não se adaptem ao padrão podem acabar excluídos do grupo. Mais uma vez, não creio que haja uma resposta de qual é melhor, apesar de exitirem benefícios em ambos.

Livros em inglês:
Existem mais opções e volumes que são lançados, sem falar, que por se tratarem da lingua original, são chegam primeiro às mãos dos jogadores e DM's. Existem muitos termos só fazem sentido na forma na qual foram escritos, e acabam se perdendo na traduções. E de bonus você ainda pratica uma nova lingua, o que é sempre bom!

Livros em portugês (traduzidos):
Não necessariamente chegam a ser mais baratos, mas tendem a ter um custo menor para o jogador que se mostrar paciente. É mais adequado para alguns jogos que abrangem um público mais infantil e podem promover o bom hábito da leitura ainda numa "tenra idade". Desconsidarando algumas anomalias e aberrações que podem aparecer no processo de tradução, os livros em português já podem ser traduzidos numa versão corrigida, eliminando as "erratas" (mas isso nem sempre é feito).

E ai pessoal, qual a sua preferência?

Até a próxima iniciativa

NC.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

DnD 4e 2009...o que vem por ai

Olá pessoal!

2009 mal começou e o ano já promete ser excelente para os jogadores e DM's de DnD. A WotC promete lançar muita coisa boa esse ano, e já começaram com o pé direito com o lançamento de Janeiro, o Open Grave, um suplemento no estilo do draconomicon focado apenas nos Desmortos...mas, o que mais vem por ai?

Fevereiro
Dungeon Delve - Talvez o livro mais diferente do ano...não terá flumph (ambientação) nem crunch (regras), mas será uma série de 30 mini-dungeons prontos para jogar numa sessão de RPG. Creio que será uma excelente opção para mestres iniciantes e grupos irregulares. Fato curioso é que este livro utiliza a primeira capa que foi apresentada como do PHB, esta capa foi substituida posteriormente por ter sido considerada muito sombria.

Março
Player's Handbook 2 - Novas classes, novas raças e um novo "power source" precisa dizer mais? Podem comprar!
Assault on Nightwyrm Frotress (P3) - Sexta aventura pronta lançada, a 3 focada em desafios de paragon path, e promote levar os jogares até próximos ao nível épico!

Abril
Arcane Power - Assim como o Martial Power (talvez o melhor suplemento do ano passado), esse será um livro focado em dar mais opções de jogo aos players, só que desta vez focado nas classes arcanas: Wizard, Warlock, Bard e Swordmage. Além disto promete trazer regras para se jogar com os familiares!
Death's Reach (E1) - A sétima aventura do pacote básico, e a primeira dos níveis épicos. Quem já jogou o "Keep on shadowfell" sabe o que esperar do produto

Maio
Monster Manual 2 - Podem esperar mais umas duzentas páginas de novos mostros e o retorno de alguns clássicos. Além daquele macaco bizarro da capa do livro podem esperar também os Dragões Metálicos.

Junho
Eberron Campain Guide - Seguindo a política de lançar um mundo por ano, 2009 é a vez do Eberron. Esperamos que a WotC tenha aprendido com o erros que fez nos livros do FR 4e, que foram considerados os mais fracos do ano passado. Tenho curiosidade de conhecer este mundo de RPG, mas isso vai depender da qualidade do material!
Kingdom of Ghouls (E2) - A oitava aventura do pacote básico, e a segunda dos níveis épicos.

Julho
Divine Power - O mesmo que o Martial Power e o Arcane Power só que desta vez focado nas classes do poder Divino: Cleric, Paladin, Invoker e Anvenger.
Eberron Player's Guide - Também espero por melhorias neste livro em relação ao do FR. Já sabemos que teremos a classe do Artificer e mais algumas raças como o Warforged.
Seekers of the Ashen Crown - Aventura iniciante para o mundo de Eberron, faz parte do pacote anual de WotC do mundo do ano.

Agosto
Adventurer's Vault 2 - Quando o 4e foi lançado, foi criada uma política de que os livros seriam apenas para os DM's (aventuras, draconomicon, open grave) ou só para os jogadores (os players guides e a série xxxxx power). Entretanto quando se trata de um livro sobre itens mágicos essa regra não se aplica. Talvez por isso mesmo tenha sido um dos livros mais elogiados (e talvez vendidos) do ano passado. Não se pode esperar menos desta edição, ainda mais com itens mágicos próprios para as classes do PHB2.
Revenge of the Giants - Primeira aventura fora da série principal de 9 aventuras (3 para cada tier), e das aventuras do mundo do ano. Estão anunciando como uma "super-adventure", espero que o livro traga mais que apenas uma aventura...só o tempo dirá!

Setembro
Dungeon Master Guide 2 - Considero o DMG 4e o melhor DMG que o DnD já teve...será que a sequencia superará o original?

Outubro
Primal Power - Novas opções de jogo para as classes Primais: Brabarian, Druid, Warden e Shaman.
Prince of Undeath (E3)- Ultima aventura da série básica. Espere lutas épicas enquanto os pc's chegan ao trigéssimo nível!

Novembro
Draconomicon 2: Metalic Dragons - Sinceramente espero pouco deste livro, gostei mais do draconomicon da 3.x. Um livro para DM, focado em monstros bons?

Dezembro
Plane Bellow - Pouco se sabe deste livro que foi anunciado apenas na ultima semana durante o evento DnDXP. Assim que souber mais posto para vocês.

E ai o que pretendem comprar!?

Por hora é só!

Continuem jogando

NC.