sábado, 4 de setembro de 2010

Dark Sun 4e - Review

Olá (1d4+1) Leitores!

Há algumas semanas, graças à Amazon e o Seu Antonio (motorista The Flash da DHL) recebi minha cópia do Dark Sun Campaign Setting e da Aventura Marauders of the Dune Sea, somente ontem chegou, atrasado, o Creature Catalog. Tendo lido o livro principal e passado um olho nos demais já é possível dar um parecer sobre o material.

De forma resumida:

Campagin Setting: Foda pra caralho! Um dos melhores livros da 4e.
Aventura: Bosta completa
Creature Catalog: Fundamental para qualquer campanha


Agora de forma mais detalhada

Campaign Setting: Apesar de suas "poucas" 224 páginas o conteúdo do livro está perfeito, um excelente equilíbrio entre material para players e Dm's, crunch e fluff. A primeira vista algumas descrições das localidades pode parecer pouco, mas o livro propositalmente deixa lacunas e ganchos para serem completados com as aventuras dos jogadores. A unica parte que fica faltando (pois é somente explorada superficialmente em uma sidebar) é explorar a história passada do cenário. Na minha humilde visão, o mérito de condensar de forma concisa e coesa o conteúdo neste livro é do Rodney Thompson, que fazia a mesma coisa com primor com os livros de Star Wars Saga.

Aventura: Não dá para entender como a WotC colocou esse refugo de lixo atomico no mercado. Até mesmo materiais dados de graça como o Bloodsand Arena e o DnD Encounters além da aventura que saiu na Dragon são infinitamente melhores são infinitamente melhores que essa aventura que saiu. Infelizmente o material é assinado pelo Bruce Cordell, um dos designers mais experientes da WotC, mas só posso imaginar que esta aventura foi feita por um estagiário e ele, como chefe do setor, teve que assumir a cagada.

Creature Catalog: Originalmente este livro não estava previsto para sair. Mas como o Players Guide foi "fundido" com o Campaign Setting, tiveram que criar o segundo "livro" para o cenário. Mudança essa que foi EXCELENTE. Com o CS condensando toda a parte do cenário tivemos espaço para um livro exclusivo para toda a ecologia de Dark Sun. O livro não é apenas um "Monster Compendiun" ele vai bem alem disto, trazendo hazzards, monster themes, terrenos e os Big Bad Bosses - os Sorcerer-Kings e o famigerado Dragão Athasiano, que também estampa a bela capa do livro.

Agora é preparar os cantis e as armas de obsidiana para encarar os desafios do deserto

Até a proxima!

domingo, 29 de agosto de 2010

Mundos de DnD e edições ideais

Olá novamente....faz tempo....

Tentando voltar a falar com certa (in)frequencia sobre Dungeons and Dragons, aproveito para tratar de um assunto que vira e mexe aparece nas rodas reais e virtuais de bate-papo sobre RPG. Qual é a melhor "edição de DnD" para cada cenário ou ambientação?

Este assunto surgiu por falarmos que "Dark Sun e 4e foi um casamento perfeito" e que "RPG de terror como Ravenloft, não funciona bem na 4e". A propósito vocês já devem saber que Ravenloft é o cenário de DnD que será re-lançado em outubro do ano que vem.

Bom ai vai meu parecer:

AD&D Primeira Edição: Forgotten Realms e Greyhawk - Clássico por clássico é uma boa maneira de jogar um RPG baunilha.

AD&D Segunda Edição: Ravenloft - As mecânicas e técnicas narrativas para impor o medo (nos personagem e também jogadores) funcionam muito bem nesta dobradinha.

Saga System: Dragonlance - De longe não é o melhor sistema combativo que a TSR/WotC já colocou no mercado, mas com certeza abre um leque de aventura romanceada que combina perfeitamente com Krynn

DnD 3.x: Eberron: Nasceu no ápice da terceira edição e foi um dos ícones da geração passada, com certeza era a ambientação que mais explorava e abusa do potencial e mecânicas da edição. O clima tecno-punk-noir é outro ponto positivo

4e: Dark Sun: Como já disse no começo do texto, Dark Sun nasceu para a quarta edição. O grande problema da 4e é que os personagens são quase semi-deuses de tão poderosos e um cenário, onde a comida pode te comer também, traz um equilibrio e deixa bem interessante as narrativas cinematograficas.

Até a proxima

sexta-feira, 14 de maio de 2010

RIP Safira Maria

Tem muito tempo que não escrevo nada no blog, e hoje volto aqui para desabafar, chorar as pitangas, sei lá.....para aqueles que (ainda) me acompanham este não é um post sobre RPG, mas sobre algo que aconteceu, e que eu não tinha outra forma de me espressar.

Ontem às 23:50 morreu o meu cachorro, a Safira Maria.

A Safira estava com a minha esposa desde antes de eu conhecê-la, ou seja, durante o tempo que eu estive com a minha namorada/noiva/esposa a Safira estava ao nosso lado.

Tenho muitos "causos" e histórias com a Safira, e hoje amanheci bem mais triste pelo fato dela ter nos deixado.

Obrigado Safira por todas as alegrias que vocês nos deu!!!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Primal Power - Review

Recentemente chegou para mim (direto da amazônia, como diria o tio Nitro) o excelente livro Primal Power. Talvez pelo fato de eu estar jogando com um shaman ou pelo fato da próxima campanha que vou mestrar contrar com um Druid e um Warden, resolvi passar este livro na frente da minha lista de leituras.

O que posso dizer é que o livro segue o mesmo padrão dos demais livros da série “Power” da 4e: Capa dura com acabamento brilhante, mesmo tipo de papel, mesmo número de páginas (salvo engano), imagens de página e meia na abertura de cada capítulo e tudo mais. Ou seja a parte gráfica continua excelente, salvo uma ilustração ou outra que parece refugo da 3.x. Na estrutura de capítulos a coisa também se mantém igual, com 1 capítulo para cada classe (shaman, druid, warden e barbarian) e um quinto capítulo para as opções (basicamente feats, epic destinies, etc.).

O que tornou este livro excepcional e o fez destacar perante o restante dos livros “Power” foi a quantidade de fluff adicionada, principalmente em se tratando de um livro focado em aumentar as opções de poderes e customização dos jogadores. Primeiramente nos capítulos específicas de cada classe tem 2 ou 3 páginas sobre a história da classe e como o jogador pode interpretá-la. Por exemplo no capítulo do shaman o livro destaca que o companheiro espírito pode ter qualquer forma desejada e sugere inclusive algumas possíveis origens dando uma excelente margem para interpretação entre o espírito e o shaman. No quinto capítulo praticamente metade das páginas estão dedicadas à história dos esperítos e relação destes na guerra entre os deuses os primordiais.

Outro ponto que de destaque é a quantidade de imagens que mostram os minotauros como “heróis”. Se já não soubéssemos que eles estariam presentes no PHB3 esta seria uma confirmação.

Meu veredicto é que é sem dúvida um livro obrigatório para quaisquer jogadores que estejam utilizados classes primais e também para qualquer DM que queira enriquecer suas campanhas.